Fiz este Blog para 'escrever' o que vier na cabeça. Não pretendo ser genial e não posso garantir que não colocarei coisas idiotas aqui. Não sou o melhor humorista, nem o mais crítico. Mas sou sincero e posso surpreender muita gente.
...Somos frágeis e pequenos em um mundo gigante...
Ele se aproximou
discretamente e sentou ao seu lado, debaixo da árvore. Ela, distraída como
sempre, nem notou que estava acompanhada. Mudou a página do livro e continuou
sua leitura. Ele fez o mesmo, absorvendo cada centímetros de sua pele.
O vento soprou forte,
bagunçando seus cabelos e voltando as folhas. Ela correu os dedos pelo livro
procurando a página perdida. Ao mesmo tempo, ele não resistiu ao ímpeto e
folheou seus cabelos. Um arrepio percorreu seus dedos ao sentir a maciez
daquelas páginas. Tantas histórias compartilhadas e tanto a se descobrir ainda.
Ela fechou o livro
calmamente, triste e feliz com o fim da história. Uma lágrima escorreu dos seus
olhos ao perceber que ele não estava mais ali, que ela precisava escrever um
novo livro.
E ela levantou, alisou o
vestido amassado e se foi, deixando-o sob a árvore onde juraram amor
eterno.
A Flor desabrocha ao
anoitecer. Ao ver o mundo pela primeira vez, sente a presença de um garoto
solitário. A luz da lua captura o olhar do menino e flagra a lágrima que trilha
seu rosto pequeno. O perfume da flor mistura-se com o aroma noturno e se perde
no infinito. Caminhando solitária está uma jovem a procura do amor, os olhares
se encontram. Dois jovens ansiosos para compartilhar sua história.
Ela
estava tão feliz por compartilhar desse momento. O rapaz se abaixa e a colhe,
seus dedos se tornam raízes. Para a jovem foi um presente. A lua presencia o
amor e o terror. Para ela, o belo sempre será trágico! #Textosmórbidosdeumdiacinza ~ a mode le Jx
Resolvi partir. Dou adeus ao
que ficou pra trás e sigo adiante. Caminhando pela cidade, de mochila nas
costas é tudo que preciso. Sonho em ver a vida com novas cores e aprecio o voo
dos pássaros em total liberdade.
Decidi que seria o super-herói
de alguém, mas quem? Meus pés já não me obedecem e me vejo em lugares
distantes. O desconhecido a frente, o medo sempre um passo atrás.
A paixão por coisas novas me
contagia, o vento gelado força meus pulmões e grito de excitação. Depois de longos
anos estagnados numa caixa de pedra, tudo o que preciso é de ar livre.
E depois de conhecer tantos
lugares, descubro que não sou de ninguém. Não preciso de mais nada, só de um lugar
para descansar meus pés enquanto minha alma feliz adormece sem arrependimentos.
PS: não fui grande, não fui
forte, mas para minha mochila fui o melhor viajante. Um super-herói que venceu
o tédio!
Ah, o amor! Doce ilusão escorrendo pelos lábios daqueles jovens na praia. Deitados, com a água do mar subindo lentamente na maré, molhando seus pés e refrescando o calor de seus corpos. Um vento forte percorreu os cabelos da jovem enquanto ela deixava o pescoço à mostra.
Tão rápido quanto podia ser, a fúria se transformou em desejo, enquanto a maré acompanhava e subia, mais rápido e mais rápido. Em pouco tempo a pequena ilha deixaria de existir, em pouco tempo o mar esfriaria o calor da explosiva vida daquele lugar.
Havia dois dias que o barco tinha quebrado. Havia dois dias que estavam no meio do nada. E naquele momento, o êxtase era tudo que importava. Suas vidas entrelaçadas estavam no auge quando o jovem desceu a mão maliciosamente.
Ao terminarem, compartilharam o último cigarro. Com a água na cintura puseram a pensar em tudo que ocorrera nos últimos anos. A vida havia sido boa, não era justo que acabasse daquela forma.
Mas o mundo nunca fora justo com aqueles que não possuem sorte. Ao longe, um barco passou indiferente ao desespero daqueles dois.
Suas vozes se somaram em uma única prece, em um único pedido de socorro, mas o barco se perdeu no horizonte.
O sol foi engolido pelo mar, junto com dois jovens. No céu, duas estrelas cadentes passaram de leste a oeste. O mundo não era justo, mas para eles não importava mais. Estavam distantes dali.
“Uma pequena faísca de
encontro à última folha da árvore, brinda o verão. O sol saúda os que adoram a
luz, enquanto a noite sussurra desejos sombrios aos amantes da dor.”
#
Quando o verão chegou trouxe
consigo cheiros há muito esquecidos. Sentimentos antigos voltaram à superfície com
furor denunciando a falsa calmaria. Um rosto antes calmo, um sorriso que um dia
fora quente. Aquele cheiro de mel, doce, a levou de volta ao interior da floresta
onde prometeu jamais retornar. Lágrimas inundaram seus olhos ao ver-se numa
poça d’água. Era impressão sua ou podia ver o sangue escorrendo das árvores,
como lágrimas?
De repente estava correndo,
fugindo das sombras, buscando ar. Os galhos cortando-lhe a carne, deixando
fatias de seu coração para as bestas em seu encalço. Pobre alma, naquele
momento só pensava em fugir. “Não olhe para trás, não olhe para trás!” Mas era
impossível evitar. Como não olhar para aquilo que te seguia, tão lindo, tão perfeito
e de olhos tão cruéis?
O destino colocou uma raiz
no meio do caminho. Uma sólida dor se espalhou pelo seu corpo, imobilizado pela
queda. O cheiro era insuportável. Sim, odiava aquele odor, odiava o cheiro do
próprio medo. Mas, o que se podia fazer? O que fazer além de gritar?
De boca aberta, as palavras
não saíam. A força que fez foi tanta que achou estar ficando louca ao ouvir o
som de sua risada.
Um arrepio percorreu sua
espinha e acariciou as pontas de seu cabelo vermelho. Levantou, virou-se e
contemplou a face de seu assassino.
(...) Um forte cheiro de
cravo e canela lhe fez sair do transe e a trouxe de volta. Sentiu o gosto salgado
das lágrimas em seus lábios ao deixar as flores caírem no chão. E ficou ali,
olhando para aquele pedaço de pedra fria.
É assim que as coisas são. Um dia você se descobre pensando no passado, tentando ver o que mudou e o quanto melhorou. Percebe que algumas coisas não mudam. Sente como se o principal continuasse ali, e teme que esse sentimento tenha se tornado uma "pedra no sapato". Sempre detestei pensar no passado. Pra mim, é o futuro que importa. Mas, ao se ver em um círculo vicioso, talvez seja necessário dar uma olhada lá atrás. Então, fecho os olhos e decido relembrar tudo, pensar em tudo: aquela música, aquela viagem, os amigos ausentes, as decepções, insônia...aquele sorriso, o filme, o livro, a declaração.
É, o tempo passa, algumas coisas mudam. É inevitável, muito do que existiu já não está mais aqui. E a pedra no sapato um dia vai se desgastar. Tenho certeza que até lá terei me tornado melhor do que jamais fui um dia.
Meia noite e sete e já se
foi um dia triste. Fica lá angustia, fica lá no ontem.
#
É assim que é o dia, cada
dia mais fraco, cada dia mais cinza. São tantas as coisas para se pensar e
dizer e fazer e mover e tecer. Sem vírgulas, sim, sim, sim. Como fazer com a
aranha que trabalha de noite, como parar com a teia que te enrola e faz sua
mente se. Bem, se enrolar?
O Mundo precisa de mais
amor, você precisa de paz, ele precisa de sorte, aquele ali necessita de
compreensão. É por isso que o mundo não tem tempo para mais nada.
A força se esvai daqueles
olhos azuis. Mas seus olhos são verdes e os meus serão cinzas, quando eu me for. Aquele olhar
transborda transparência. Não me olhe, por favor, não me veja. Não posso
contemplar sua face, não possuo a força para sustentar minhas palavras.
Não posso lhe negar seus
desejos. Não posso me abster da dor. Sou seu, me destrua por dentro e eu farei
o meu melhor pra que esse sorriso falso perpetue em meu rosto.
#
É assim, que passo o meu
dia. Fugindo do seu olhar, preso em pensamentos, lutando por liberdade,
sentindo prazer na escravidão. Lutando e se agarrando à dor, pois a dor é a
única coisa que me faz sentir que apesar de já não estar aqui eu sempre saberei
onde te encontrar.
Escrevo-lhe, pela última vez, como em todas as outras vezes. Suplico-lhe que me abstenha da solidão, me encontro no mesmo lugar de sempre, no lugar onde as ondas do mar desmancharam meu castelo de areia e derribaram os esteios do meu coração.
~ uma leve brisa afaga o rosto e muda o curso da lágrima ~
Música que estava ouvindo ao escrever e editar esse post:
Birdy - People Help The People
~ a le AllanCampos #greyday
*tradução do título: Um coração de um inverno de cinco anos
Algum dia poderei-me ver livre dessas correntes?
Algum dia verei meu reflexo no espelho. Sem veneno a escorrer pelos lábios
poderei tocar minha boca em seu pescoço e sentir o pulsante som que brota de
suas veias. Doce é o desejo, alusão aos sonhos de um atormentado ser.
Como será sentir a vida depois de tantos anos
de escuridão? Poderá aceitar liberdade após a fácil escravidão? Saberás a
resposta após um longo banho em selvagem paixão.
#
Eis o mistério, sem resolução. Não há nada
melhor do que ver um dogma em mãos frias. Gás e fogo nas mãos de um sádico
jamais terá o efeito desejado por aquele que não sentiu o calor em seu rosto.
#
Saberás a diferença entre verdade e ficção?
Não fará parte de uma mesma razão? Talvez não exista resposta para o outro lado
do túnel. Talvez, apenas talvez, pensar em algo diferente seja tão cruel. Ohh,
crueldade em mãos inocentes é a verdade em mentes distorcidas pelas mentiras
dos lobos e pelo sorriso bobo... e fácil...das hienas.
#
Doce desejo, doce inquietação. Sentimentos
simplesmente puros de doses alucinantes de incertezas no caminho em direção ao
outro lado da moeda chamada ilusão*. É assim que o louco enxerga a vida. Quem
poderá julgá-lo? Quem irá condená-lo? A pedra foi lançada, esqueça o alvo,
afinal paredes de ferro não podem ser derrubadas por falso moralismo.
E foi assim que o sádico perdeu a vida, a bruxa
se queimou, o rei enlouqueceu, o druida se sacrificou e sangue nobre se
misturou. Bricton? Sim.
Imagine o som do mar, das
águas se chocando nas pedras.
#
Ele tinha nove anos quando
resolveu fazer aquilo. Pegou uma caneta escondida e um pedaço de papel velho.
Sabia escrever poucas palavras, então desenhou. Fez um sol atrás das nuvens e
escreveu: chocolate quente.
Enrolou o papel e o pôs numa
garrafa de vidro que roubou na cozinha. Depois de lacrar bem, lançou-a no mar.
Como uma prece silenciosa, a garrafa foi levada daquele país gelado e navegou,
navegou.
Quis o destino que tal
mensagem fosse parar à beira de um pequeno barco de pesca. Família simples,
menina educada. Ao encontrar a garrafa a garotinha de 7 anos saiu correndo,
feliz, gritando pela mãe.
Seu pai havia saído para a
guerra e esperavam ansiosamente por qualquer mensagem. Assim, mãe e filha abriram
a garrafa e olharam, incrédulas, o pedaço de papel. Aquele papel velho, um
pedaço de jornal, dizia por trás do desenho que havia um homem que procurava
pela família. A guerra o tirou a memória e ele passava seus dias no pomar do
hospital. A foto, mostrava apenas uma garotinha de 6 anos, sorridente, no colo
de um homem de feições calmas.
Foi assim, que o destino
trouxe a notícia àquela família que ele estava vivo. Foi assim que ela voltou a
desejar a vida.
Quanto ao garoto que sonhava com sol e chocolate
quente, morreu no dia seguinte. Pobre criança morreu de frio, mas talvez onde
ele esteja faça sol e tenha nuvens de chantilly.
"O sol é sempre bem vindo antes de
começar a queimar. A sombra é sempre mal vista, mas sempre serve de asilo para
os cansados. A dúvida nos faz buscar, a resposta as vezes nos faz parar. O
cheiro trás lembranças, a coragem mudanças e o medo também pode salvar. Assim,
o certo sempre estará errado, mas o errado pode ser que esteja certo. Verdades
não são dogmas, verdades são apenas certezas que um dia virão a se tornar a
meta ou a fraqueza de um ser humano." #AllanCampos #blogGoodTime
#CaiforaJx
O dia começou com a notícia
que tudo estava acabado. O dia foi se firmando, o sol subindo e se colocando
sobre nossas cabeças. Naquele dia, estava um calor terrível, como se quisesse
me punir. Mas nem sempre foi assim, lembro-me da época em que gaivotas voavam
sem medo de se queimar. O vento era calmo e os pássaros cantavam ~ AllanCampos.
Amanhece o dia. O resplendor
do sol inundando a sala de luz matinal, o crepitar das folhas na sacada,
jogadas pelo vento noturno. Ao longe, um sabiá solitário começa a sinfonia que
prediz um ensolarado dia. Acabou, a tempestade durante a noite se foi e deixou
apenas uma brisa, resquícios de uma noite mal dormida. Assim, pude ver o sol
mais uma vez.
Dessa vez o nó de carrasco
não parecia tão cruel, apenas o fim a uma triste labuta onde o mais fraco se
entregou aos segredos de outros mundos.
Não basta querer voar. Não basta somente acreditar. Você precisa saber o que faz. Precisa ter alguém que saiba lhe ensinar, lhe ajudar a pegar impacto. Não basta ter asas, é preciso saber o tempo certo da batida. Conheça o vento e sinta a adrenalina, dê um salto em queda livre. Se cair de cara...bem, nem tudo nasceu para voar! #AllanCampos ~ a mode le Jx.
Com pouco mais que dois
reais, ela foi feliz na loja de 1,99 e comprou um pote de tinta. Melecou a mão
e colocou em cima do papel. Correu e pôs ao sol, para secar, esperou impaciente
e depois levou até o quarto do hospital. Antes de sair, deu-lhe um beijo na
testa do pai e desejou melhoras.
Com lágrimas nos olhos, ele
pensou. “Como lhe dizer que estava partindo? Não seria justo dizer que era uma
viagem. Não poderia fazê-la esperar... e esperar.” Resolveu contar a verdade,
na próxima visita. Mas sempre faltava a força para se despedir.
Assim, numa manhã fresca e
de sol ameno, menina entrou no quarto e ouviu uma longa estória de campos
floridos e belos animais, um lugar onde ninguém chorava. Ele disse que era para
ela procurar esse lugar, que um dia ela o encontraria sentado embaixo de uma
árvore. A menina entendeu a mensagem.
Foi naquela manhã, depois
das 9, que ele se foi. Sem saber se existiam campos floridos, foi perdendo aos
poucos a visão. Ao ouvir um soluço baixinho, pôs o melhor sorriso de pai no
rosto e partiu.
Música que estava ouvindo ao escrever:
Eluveitie - A Rose For Epona
*Imagem extraída da internet sem identificação nem créditos.
O ano recomeçou. Tanta coisa
aconteceu e tanta coisa deixou de acontecer. O que era, foi. O que não foi,
talvez virá. O futuro é incerto, o presente confuso, e o passado talvez seja
perdido ou talvez moldado. Com tanto em que pensar, escolho meditar. Com tanto
para se fazer, decido olhar o céu. Com tanta música para ouvir, hoje apenas
ouço o vento e tudo o que ele traz consigo. Tantos aromas, mas nenhum melhor
que o cheiro de casa. Tantas lembranças, mas as mais simples são as mais tocantes.
Lembranças do que se foi,
histórias construídas no dia-a-dia, tijolo por tijolo. E o melhor, minha
família foi o melhor alicerce, o melhor cimento. E quando digo família, me
refiro não só ao sangue, aliás, sangue pra mim não significa tanto. Paro e
penso, descubro que alguns amigos são mais chegados que parentes. Que algumas
orações são mais fortes quando a gente acredita. Hoje, penso que quem está
orando pode não crer, mas quem pediu é porque acredita na força da amizade, na
fé, no companheirismo.
É tão bom olhar para trás e
ver que apesar de você ser cheio de defeitos, cheio de manias, tão incompleto,
imperfeito, chato, irritante, fraco. É tão bom ver que apesar de tudo o que te
faz ser assim, é aceito por algumas pessoas. Sinto-me imensamente grato por ter
feito amigos tão especiais. Eunão mereço vocês!
A quem eu amo, meu muito
obrigado por ter me dado um motivo para viver. Obrigado pelo ar que
compartilhamos e pelas lutas que vencemos juntos.
Aos meus inimigos (reais e
imaginários), obrigado por tornar meu dia tão surreal, tão surpreendente.
Obrigado, principalmente, por me fazer enxergar O Deus que SEMPRE está comigo.
Bem, esta parece ser uma
carta de adeus (quem dera fosse fácil desistir assim). Mas não, não é hoje que
vou pendurar o sapato (oi?).
Gostaria de dizer mais uma
coisa. Um recado, na verdade. Meu Deus é poderoso, é Único. Ele que tudo vê e
tudo sabe é quem me guarda e me protege. Posso perder uma luta, mas a vitória é
feita de batalhas e estou determinado a vencer a última. Você não conhece a
minha força, quando achar que ela se acabou, verá que meu Treinador tem muito
para distribuir. Sinta-se a vontade para observar as mãos de Deus na minha
vida. Um muito obrigado, por me dar um motivo para lutar e dizer a Deus que EU
TE AMO, SENHOR!
Por fim... bem, não quero
dizer aquela frase clichê de “ótimo 2013”. Fica assim então: muita paz, sucesso
e realizações nesse ano novo (Risos).