segunda-feira, 25 de março de 2013

Medusa e Bricton



 Algum dia poderei-me ver livre dessas correntes? Algum dia verei meu reflexo no espelho. Sem veneno a escorrer pelos lábios poderei tocar minha boca em seu pescoço e sentir o pulsante som que brota de suas veias. Doce é o desejo, alusão aos sonhos de um atormentado ser.
Como será sentir a vida depois de tantos anos de escuridão? Poderá aceitar liberdade após a fácil escravidão? Saberás a resposta após um longo banho em selvagem paixão.
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Eis o mistério, sem resolução. Não há nada melhor do que ver um dogma em mãos frias. Gás e fogo nas mãos de um sádico jamais terá o efeito desejado por aquele que não sentiu o calor em seu rosto.
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Saberás a diferença entre verdade e ficção? Não fará parte de uma mesma razão? Talvez não exista resposta para o outro lado do túnel. Talvez, apenas talvez, pensar em algo diferente seja tão cruel. Ohh, crueldade em mãos inocentes é a verdade em mentes distorcidas pelas mentiras dos lobos e pelo sorriso bobo... e fácil...das hienas.
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Doce desejo, doce inquietação. Sentimentos simplesmente puros de doses alucinantes de incertezas no caminho em direção ao outro lado da moeda chamada ilusão*. É assim que o louco enxerga a vida. Quem poderá julgá-lo? Quem irá condená-lo? A pedra foi lançada, esqueça o alvo, afinal paredes de ferro não podem ser derrubadas por falso moralismo.
E foi assim que o sádico perdeu a vida, a bruxa se queimou, o rei enlouqueceu, o druida se sacrificou e sangue nobre se misturou. Bricton? Sim.

Música que estava ouvindo ao escrever esse post:
Ayreon - Age Of Shadows

Obs: "Sem vírgula mesmo"


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