Fiz este Blog para 'escrever' o que vier na cabeça. Não pretendo ser genial e não posso garantir que não colocarei coisas idiotas aqui. Não sou o melhor humorista, nem o mais crítico. Mas sou sincero e posso surpreender muita gente.
A Flor desabrocha ao
anoitecer. Ao ver o mundo pela primeira vez, sente a presença de um garoto
solitário. A luz da lua captura o olhar do menino e flagra a lágrima que trilha
seu rosto pequeno. O perfume da flor mistura-se com o aroma noturno e se perde
no infinito. Caminhando solitária está uma jovem a procura do amor, os olhares
se encontram. Dois jovens ansiosos para compartilhar sua história.
Ela
estava tão feliz por compartilhar desse momento. O rapaz se abaixa e a colhe,
seus dedos se tornam raízes. Para a jovem foi um presente. A lua presencia o
amor e o terror. Para ela, o belo sempre será trágico! #Textosmórbidosdeumdiacinza ~ a mode le Jx
Resolvi partir. Dou adeus ao
que ficou pra trás e sigo adiante. Caminhando pela cidade, de mochila nas
costas é tudo que preciso. Sonho em ver a vida com novas cores e aprecio o voo
dos pássaros em total liberdade.
Decidi que seria o super-herói
de alguém, mas quem? Meus pés já não me obedecem e me vejo em lugares
distantes. O desconhecido a frente, o medo sempre um passo atrás.
A paixão por coisas novas me
contagia, o vento gelado força meus pulmões e grito de excitação. Depois de longos
anos estagnados numa caixa de pedra, tudo o que preciso é de ar livre.
E depois de conhecer tantos
lugares, descubro que não sou de ninguém. Não preciso de mais nada, só de um lugar
para descansar meus pés enquanto minha alma feliz adormece sem arrependimentos.
PS: não fui grande, não fui
forte, mas para minha mochila fui o melhor viajante. Um super-herói que venceu
o tédio!
Ah, o amor! Doce ilusão escorrendo pelos lábios daqueles jovens na praia. Deitados, com a água do mar subindo lentamente na maré, molhando seus pés e refrescando o calor de seus corpos. Um vento forte percorreu os cabelos da jovem enquanto ela deixava o pescoço à mostra.
Tão rápido quanto podia ser, a fúria se transformou em desejo, enquanto a maré acompanhava e subia, mais rápido e mais rápido. Em pouco tempo a pequena ilha deixaria de existir, em pouco tempo o mar esfriaria o calor da explosiva vida daquele lugar.
Havia dois dias que o barco tinha quebrado. Havia dois dias que estavam no meio do nada. E naquele momento, o êxtase era tudo que importava. Suas vidas entrelaçadas estavam no auge quando o jovem desceu a mão maliciosamente.
Ao terminarem, compartilharam o último cigarro. Com a água na cintura puseram a pensar em tudo que ocorrera nos últimos anos. A vida havia sido boa, não era justo que acabasse daquela forma.
Mas o mundo nunca fora justo com aqueles que não possuem sorte. Ao longe, um barco passou indiferente ao desespero daqueles dois.
Suas vozes se somaram em uma única prece, em um único pedido de socorro, mas o barco se perdeu no horizonte.
O sol foi engolido pelo mar, junto com dois jovens. No céu, duas estrelas cadentes passaram de leste a oeste. O mundo não era justo, mas para eles não importava mais. Estavam distantes dali.
“Uma pequena faísca de
encontro à última folha da árvore, brinda o verão. O sol saúda os que adoram a
luz, enquanto a noite sussurra desejos sombrios aos amantes da dor.”
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Quando o verão chegou trouxe
consigo cheiros há muito esquecidos. Sentimentos antigos voltaram à superfície com
furor denunciando a falsa calmaria. Um rosto antes calmo, um sorriso que um dia
fora quente. Aquele cheiro de mel, doce, a levou de volta ao interior da floresta
onde prometeu jamais retornar. Lágrimas inundaram seus olhos ao ver-se numa
poça d’água. Era impressão sua ou podia ver o sangue escorrendo das árvores,
como lágrimas?
De repente estava correndo,
fugindo das sombras, buscando ar. Os galhos cortando-lhe a carne, deixando
fatias de seu coração para as bestas em seu encalço. Pobre alma, naquele
momento só pensava em fugir. “Não olhe para trás, não olhe para trás!” Mas era
impossível evitar. Como não olhar para aquilo que te seguia, tão lindo, tão perfeito
e de olhos tão cruéis?
O destino colocou uma raiz
no meio do caminho. Uma sólida dor se espalhou pelo seu corpo, imobilizado pela
queda. O cheiro era insuportável. Sim, odiava aquele odor, odiava o cheiro do
próprio medo. Mas, o que se podia fazer? O que fazer além de gritar?
De boca aberta, as palavras
não saíam. A força que fez foi tanta que achou estar ficando louca ao ouvir o
som de sua risada.
Um arrepio percorreu sua
espinha e acariciou as pontas de seu cabelo vermelho. Levantou, virou-se e
contemplou a face de seu assassino.
(...) Um forte cheiro de
cravo e canela lhe fez sair do transe e a trouxe de volta. Sentiu o gosto salgado
das lágrimas em seus lábios ao deixar as flores caírem no chão. E ficou ali,
olhando para aquele pedaço de pedra fria.
É assim que as coisas são. Um dia você se descobre pensando no passado, tentando ver o que mudou e o quanto melhorou. Percebe que algumas coisas não mudam. Sente como se o principal continuasse ali, e teme que esse sentimento tenha se tornado uma "pedra no sapato". Sempre detestei pensar no passado. Pra mim, é o futuro que importa. Mas, ao se ver em um círculo vicioso, talvez seja necessário dar uma olhada lá atrás. Então, fecho os olhos e decido relembrar tudo, pensar em tudo: aquela música, aquela viagem, os amigos ausentes, as decepções, insônia...aquele sorriso, o filme, o livro, a declaração.
É, o tempo passa, algumas coisas mudam. É inevitável, muito do que existiu já não está mais aqui. E a pedra no sapato um dia vai se desgastar. Tenho certeza que até lá terei me tornado melhor do que jamais fui um dia.
Meia noite e sete e já se
foi um dia triste. Fica lá angustia, fica lá no ontem.
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É assim que é o dia, cada
dia mais fraco, cada dia mais cinza. São tantas as coisas para se pensar e
dizer e fazer e mover e tecer. Sem vírgulas, sim, sim, sim. Como fazer com a
aranha que trabalha de noite, como parar com a teia que te enrola e faz sua
mente se. Bem, se enrolar?
O Mundo precisa de mais
amor, você precisa de paz, ele precisa de sorte, aquele ali necessita de
compreensão. É por isso que o mundo não tem tempo para mais nada.
A força se esvai daqueles
olhos azuis. Mas seus olhos são verdes e os meus serão cinzas, quando eu me for. Aquele olhar
transborda transparência. Não me olhe, por favor, não me veja. Não posso
contemplar sua face, não possuo a força para sustentar minhas palavras.
Não posso lhe negar seus
desejos. Não posso me abster da dor. Sou seu, me destrua por dentro e eu farei
o meu melhor pra que esse sorriso falso perpetue em meu rosto.
#
É assim, que passo o meu
dia. Fugindo do seu olhar, preso em pensamentos, lutando por liberdade,
sentindo prazer na escravidão. Lutando e se agarrando à dor, pois a dor é a
única coisa que me faz sentir que apesar de já não estar aqui eu sempre saberei
onde te encontrar.
Escrevo-lhe, pela última vez, como em todas as outras vezes. Suplico-lhe que me abstenha da solidão, me encontro no mesmo lugar de sempre, no lugar onde as ondas do mar desmancharam meu castelo de areia e derribaram os esteios do meu coração.
~ uma leve brisa afaga o rosto e muda o curso da lágrima ~
Música que estava ouvindo ao escrever e editar esse post:
Birdy - People Help The People
~ a le AllanCampos #greyday
*tradução do título: Um coração de um inverno de cinco anos
Algum dia poderei-me ver livre dessas correntes?
Algum dia verei meu reflexo no espelho. Sem veneno a escorrer pelos lábios
poderei tocar minha boca em seu pescoço e sentir o pulsante som que brota de
suas veias. Doce é o desejo, alusão aos sonhos de um atormentado ser.
Como será sentir a vida depois de tantos anos
de escuridão? Poderá aceitar liberdade após a fácil escravidão? Saberás a
resposta após um longo banho em selvagem paixão.
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Eis o mistério, sem resolução. Não há nada
melhor do que ver um dogma em mãos frias. Gás e fogo nas mãos de um sádico
jamais terá o efeito desejado por aquele que não sentiu o calor em seu rosto.
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Saberás a diferença entre verdade e ficção?
Não fará parte de uma mesma razão? Talvez não exista resposta para o outro lado
do túnel. Talvez, apenas talvez, pensar em algo diferente seja tão cruel. Ohh,
crueldade em mãos inocentes é a verdade em mentes distorcidas pelas mentiras
dos lobos e pelo sorriso bobo... e fácil...das hienas.
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Doce desejo, doce inquietação. Sentimentos
simplesmente puros de doses alucinantes de incertezas no caminho em direção ao
outro lado da moeda chamada ilusão*. É assim que o louco enxerga a vida. Quem
poderá julgá-lo? Quem irá condená-lo? A pedra foi lançada, esqueça o alvo,
afinal paredes de ferro não podem ser derrubadas por falso moralismo.
E foi assim que o sádico perdeu a vida, a bruxa
se queimou, o rei enlouqueceu, o druida se sacrificou e sangue nobre se
misturou. Bricton? Sim.