sexta-feira, 29 de março de 2013

A 5-year-old winterheart


Meia noite e sete e já se foi um dia triste. Fica lá angustia, fica lá no ontem.
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É assim que é o dia, cada dia mais fraco, cada dia mais cinza. São tantas as coisas para se pensar e dizer e fazer e mover e tecer. Sem vírgulas, sim, sim, sim. Como fazer com a aranha que trabalha de noite, como parar com a teia que te enrola e faz sua mente se. Bem, se enrolar?



O Mundo precisa de mais amor, você precisa de paz, ele precisa de sorte, aquele ali necessita de compreensão. É por isso que o mundo não tem tempo para mais nada.



A força se esvai daqueles olhos azuis. Mas seus olhos são verdes e os meus serão cinzas, quando eu me for. Aquele olhar transborda transparência. Não me olhe, por favor, não me veja. Não posso contemplar sua face, não possuo a força para sustentar minhas palavras.

Não posso lhe negar seus desejos. Não posso me abster da dor. Sou seu, me destrua por dentro e eu farei o meu melhor pra que esse sorriso falso perpetue em meu rosto.
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É assim, que passo o meu dia. Fugindo do seu olhar, preso em pensamentos, lutando por liberdade, sentindo prazer na escravidão. Lutando e se agarrando à dor, pois a dor é a única coisa que me faz sentir que apesar de já não estar aqui eu sempre saberei onde te encontrar.

Escrevo-lhe, pela última vez, como em todas as outras vezes. Suplico-lhe que me abstenha da solidão, me encontro no mesmo lugar de sempre, no lugar onde as ondas do mar desmancharam meu castelo de areia e derribaram os esteios do meu coração.


~ uma leve brisa afaga o rosto e muda o curso da lágrima ~

Música que estava ouvindo ao escrever e editar esse post:

Birdy - People Help The People

~  a le AllanCampos #greyday
*tradução do título:  Um coração de um inverno de cinco anos

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