Fiz este Blog para 'escrever' o que vier na cabeça. Não pretendo ser genial e não posso garantir que não colocarei coisas idiotas aqui. Não sou o melhor humorista, nem o mais crítico. Mas sou sincero e posso surpreender muita gente.
"E quando esse tipo de coisa não sai da sua cabeça. Se torna difícil sustentar o próprio peso, com tanto o que pensar, sem ter o que fazer. As vezes, um nó parece ser a melhor solução, outras vezes a covardia serve de salvação. É assim, a linha que une a insanidade no âmago da mente, e a medida que se rompe, ou que se tece, é formado o quadro. E pensando tanto, descobre-se possível mudar de trágico para nostálgico...um segundo, é o que precisa. E assim, com uma fração do tempo, com a desilusão do pensamento, é que você percebe se valeu a pena, mas não importa mais. Nunca importou." #Textosmórbidosdeumdiacinza ~ a mode le Jx
"Algumas vezes você pensa do que é feito. Do quanto a mais poderá suportar. A linha estica, irá se romper? A tensão se torna tanta que se pode sentir a vibração em suas veias, se chocando com os nervos. Então você deita, dorme e espera um dia melhor. Mas percebe que não tem nada de errado com o dia. É que tudo e nada passou a ser a mesma coisa. É assim, um dia cinza, uma paisagem que um dia fora viva." #textosórbidosdeumdiacinza ~ a mode le Jx.
E é assim que vai ser: com calma, de alma. Simples em sua essência...consequências; é assim que tudo começa, mas será assim que tudo se acaba? Não se pode prever as circunstância que o destino lhe porá à frente, entretanto coloque-se adiante, suba na corda e se balance. Ouse cair, talvez a experiência seja muito mais intensa que muitos anos de vida. Valerá a pena poucos minutos de queda livre? Depende de como se esvairá a lembrança... — #TextosmórbidosdeumdiaCinza ~ a mode le Jx.
"E as vezes, bem de vez em quando, você não consegue afastar o problema da sua cabeça. E de repente, quando tudo estava bem, vira um nó na garganta e tudo que você consegue fazer é força para não demonstrar fraqueza. Patético em sua frágil tentativa de esquecer, de fingir naturalidade. Patético em sua forma mais simples de existência. Assim sendo, ao menos uma morte deveria ser significativa. Então, se for para nalgum dia qualquer morrer, em sua singela existência, lhe ofereço um belo espetáculo. Um brinde de cianureto aos que desejam assoprar a vela." #TextosmórbidosdeumdiaCinza ~ a mode le Jx
"Com a noite sentimentos surgem trazendo consigo uma falta de ar e apreensão. O frio entra pela janela a afaga o rosto, o vento assopra as lágrimas e um sorriso brota nos lábios com a lembrança de dias melhores." Allan Jx
Bem, amanhã é meu aniversário e nada melhor que a velha amiga depressão para ajudar a passar a véspera (e o dia) -n
É estranho olhar e ver os dias passando, correndo, e ver lembranças acenando. De repente você percebe o ar se distorcendo, como a chama de uma vela se dobrando com a passagem do vento. Pensando assim, é uma alusão da realidade, tudo é real se você acreditar na força do pensamento.
Não estou fazendo muito sentido com as palavras, eu sei. Mas quem me conhece sabe que dificilmente faço muito sentido e que gosto pra caramba de escrever coisas sem um significado aparente. (Deve ser por isso que divago entre um assunto e outro com a mesma facilidade que um pássaro muda de galho, numa árvore qualquer [um assunto qualquer]).
Que seja. Amanhã é meu aniversário e estou ficando mais velho (mais maduro, quem sabe? /assovia).
Deixo para quem quiser ler, um trecho. Um pequeno trecho do meu livro.
“A chuva cai, o céu chora com o chamado. Você ignora, mantêm consigo a
segunda chave, seu coração. O terceiro surge, ele é feito de fogo. Do fogo que
queima nas areias do deserto, no interior da floresta. Você mantém algo muito
importante e em troca se perde em meio ao caos. Resta a labuta, quebre as
correntes e decida se vale a pena viver num mundo onde seu maior tesouro já não
existe mais.” - O futuro não pode ser alterado
Ok, dois trechos hahahaha
"
Soube quando eles chegaram. Estava fora do meu corpo, próximo da porta e Clarissa sorriu ao passar por mim. “Ela me viu?”
Acordei de madrugada às 6 horas para correr e fazer exercícios. Precisava me manter em forma. Havia chovido muito e a neblina era intensa.
“Ótimo, vai facilitar meu trabalho.”
Tomei banho em água gelada, vesti uma calça cinza leve e um casaco, ambos da cor da neblina. Calcei meu all’star e fui até a cozinha, onde peguei uma maçã. Rodeei a casa e fui até as caixas de ferramentas do jardineiro. Depois de pegar o que eu precisava comecei a correr pela avenida central.
A medida que chegava na parte sul da cidade a neblina ficava mais densa, cúmplice, forcei minha mente a vagar aos arredores para saber se estava sendo seguido e, depois de ficar satisfeito, continuei a correr.
O bosque marcava todo o leste da cidade, mas ao sul havia um rio que fazia com que a mata se aproximasse e adentrasse no bairro. Nessa região tinha um parque e a água corria de oeste para leste, parando num lago e saindo do outro lado do muro construído com o intuito de evitar a entrada de animais perigosos que colocasse em risco a segurança da população.
Abaixo do muro, no rio, tinha uma grade. Minha intenção era descobrir se havia como passar uma pessoa por essa grade. Cheguei à beira do lago e mergulhei, indo em direção ao muro. A grade era forte e com poucas brechas.
“Droga, essa ferramenta não serve de nada aqui.”
Saí da água e olhei ao redor. Não havia ninguém. Flutuei até o outro lado do muro, na floresta e procurei uma árvore de troncos fortes. Levantei as mãos em uma saudação e com toda a força do pensamento comecei a trabalhar.
“Ó senhora da floresta, perdão pelo que irei fazer. A dor que sinto por machucar um dos seus não pode pagar o pecado que será cometido, porém, prometo me redimir assim que possível e aceitarei seu castigo.”
Uma árvore de troncos poderosos se quebrou com meu poder e foi guiada até a grade. O tronco se chocou com as barras de ferro e abriu espaço, ficando preso. Satisfeito com o serviço adentrei o bosque, indo em direção à figueira ancestral.
Hoje é dia 25 de julho, dia do escritor. Parabéns a todos que se dedicam a escrever por amor, profissão e/ou diversão. Acabo de escrever um conto, em homenagem a esse dia. Não é nada profissional, nada fenomenal, mas é meu e isso me deixa extremamente satisfeito. Um dia, talvez, chegarei ao patamar dos escritores renomados.
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Conto das Dezoito horas
Caminhava
rapidamente pela Avenida seis. Estava
atrasado para o jantar, eram quase 18 horas e faltavam tantas coisas para fazer:
comprar a carne para o churrasco, as velas para o bolo e embrulhar o presente
de vovó, que estaria completando 96 anos à meia noite. Sim, ela nasceu à meia
noite e um do dia seis de junho de 1916. Um número um tanto curioso, pensava
enquanto procurava um lugar para atravessar a avenida.
Estava
difícil encontrar uma brecha no trânsito para cruzar a rua e a faixa de
pedestres estava tão longe. Parei próximo a uma curva, ao lado de um homem, e
comecei a correr. Foi então que senti uma curiosidade mórbida por ele. Eu sabia
que vinha vindo um carro, sabia que estava no meio da avenida, mas parei e me
virei.
Ele
estava a dois metros de distância, me olhava de modo pouco agradável, também
parado. Naquele momento, o ar se dobrou e pude ver uma energia negra, sólida,
se aproximando. Me senti tonto, fraco. Pensei em correr, o som estava
distorcido, distante, e percebi uma freada brusca ao longe... longe. Senti
mãos, dedos finos, prendendo meus pulsos e me imobilizando. Tudo estava tão
escuro, não conseguia respirar. “Meu
Deus, o que é isso? Socorro.”
Como
uma sombra, algo passou pelo meu corpo, extasiado, de hálito podre e
deprimente. Rodeou-me com o desespero e a escuridão do abismo. Eu estava caindo? Então, quando pedi por
socorro, uma luz irradiou de mim. Minha alma foi puxada do corpo. Alguém estava
me ajudando ou a sombra estava se alimentando?
Fui
jogado ao alto e pude ver um corpo jogado ao chão, sendo socorrido por uma
mulher. O homem atravessou a rua e ficou ali, olhando, com raiva e
concentração. “Quem é aquele caído?”
Desespero surgiu quando descobri a verdade.
“Não, não, não, aquele não sou eu. Preciso
voltar. Estou morrendo.”
Me
lancei ao corpo, mas alguém muito forte me segurou e disse: NÃO! Ainda não. Ele está ali, a espreita, te
procurando. Se voltar agora será morto.
“Mas eu ESTOU morrendo!”
“Sim, mas existem dois tipos de mortes nesse
mundo. A pior delas é a que suga sua existência e te leva ao vazio. O homem, só
morre verdadeiramente quando é esquecido. Quando sua alma se perde, sua vida
para todos ao seu redor simplesmente deixa de existir. Nunca existiu.”
O
homem do outro lado da rua foi então andando devagar e começou a se distanciar.
Antes de virar a esquina, olhou para o corpo e sorriu. Seu sorriso era como
palavras sussurradas ao ar. Saaanguee.
Senti
um soco no estômago ao ser forçado a voltar ao meu corpo. Acordei e tudo que
pude sentir foi a dor lacerante no meu peito. Vomitei algo vermelho e olhei
para baixo, para meu tórax, e vi o presente de vovó, sem embrulho, metade
dentro de mim. Aquela imagem me emocionou, e a última coisa que vi foi uma
boneca de vidro partida e sangrando. Meu coração pulsou e parou.
Não resisti e volto a postar mais um trecho do meu livro:
Partimos de
madrugada para a Capital. Estava um dia frio para os parâmetros de Mato Grosso,
e curiosamente estava com muita neblina. A apenas 30 minutos da cidade comecei
a me sentir mal. Cabeça doendo.
“Espero
que não seja nada de mais. Estou preocupada com esses pesadelos dele.” – pensou
mamãe
“Não
acredito que aquele homem me fez tal proposta. Se o ver novamente irei chamar a
polícia. Preciso proteger minha família a todo custo.” – esse era meu pai.
_Pai,
porque meu irmão não veio? – perguntei tentando afastar a dor.
_Alguém
precisava ficar em casa cui...
Foi
tudo muito rápido. Eu vi uma pessoa na neblina, minha cabeça explodiu em dor e
gritei. Meu pai olhou para frente e freou bruscamente para não bater na mulher.
“Sinto
muito por isso, mas é necessário.” – disse/pensou Floor.
_Lentää!
Kohon! (Voe! Flutue!)
Minha mãe me
olhou e tentou ir para trás do veículo numa tentativa de me abraçar. O carro
começou então a pegar fogo e entrei em choque.
Por alguns
segundos o carro subiu e foi levado para a beira do abismo que havia ao lado da
estrada. Entrei em desespero. “Me ajude, alguém nos ajude.”
O carro foi
lançado ao abismo enquanto meus pais gritavam.
Senti a dor
lacerante em minha cabeça, em meu corpo. Tudo estava mudando, estava queimando.
Minha pele começou a se romper, minhas veias, minhas artérias, meu sangue. “Eu
sou humano?”
Olhei para
meus pais mais uma vez e disse: amo vocês.