Não resisti e volto a postar mais um trecho do meu livro:
Partimos de
madrugada para a Capital. Estava um dia frio para os parâmetros de Mato Grosso,
e curiosamente estava com muita neblina. A apenas 30 minutos da cidade comecei
a me sentir mal. Cabeça doendo.
“Espero
que não seja nada de mais. Estou preocupada com esses pesadelos dele.” – pensou
mamãe
“Não
acredito que aquele homem me fez tal proposta. Se o ver novamente irei chamar a
polícia. Preciso proteger minha família a todo custo.” – esse era meu pai.
_Pai,
porque meu irmão não veio? – perguntei tentando afastar a dor.
_Alguém
precisava ficar em casa cui...
Foi
tudo muito rápido. Eu vi uma pessoa na neblina, minha cabeça explodiu em dor e
gritei. Meu pai olhou para frente e freou bruscamente para não bater na mulher.
“Sinto
muito por isso, mas é necessário.” – disse/pensou Floor.
_Lentää!
Kohon! (Voe! Flutue!)
Minha mãe me
olhou e tentou ir para trás do veículo numa tentativa de me abraçar. O carro
começou então a pegar fogo e entrei em choque.
Por alguns
segundos o carro subiu e foi levado para a beira do abismo que havia ao lado da
estrada. Entrei em desespero. “Me ajude, alguém nos ajude.”
O carro foi
lançado ao abismo enquanto meus pais gritavam.
Senti a dor
lacerante em minha cabeça, em meu corpo. Tudo estava mudando, estava queimando.
Minha pele começou a se romper, minhas veias, minhas artérias, meu sangue. “Eu
sou humano?”
Olhei para
meus pais mais uma vez e disse: amo vocês.
E enquanto
abraçava minha mãe, houve a explosão.
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Música que estava ouvindo ao escrever este post:
Northern Kings - Creep (Radiohead Cover)
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