quinta-feira, 19 de julho de 2012

A lembrança mais forte!


Não resisti e volto a postar mais um trecho do meu livro:


Partimos de madrugada para a Capital. Estava um dia frio para os parâmetros de Mato Grosso, e curiosamente estava com muita neblina. A apenas 30 minutos da cidade comecei a me sentir mal. Cabeça doendo.
            “Espero que não seja nada de mais. Estou preocupada com esses pesadelos dele.” – pensou mamãe
            “Não acredito que aquele homem me fez tal proposta. Se o ver novamente irei chamar a polícia. Preciso proteger minha família a todo custo.” – esse era meu pai.
            _Pai, porque meu irmão não veio? – perguntei tentando afastar a dor.
            _Alguém precisava ficar em casa cui...
            Foi tudo muito rápido. Eu vi uma pessoa na neblina, minha cabeça explodiu em dor e gritei. Meu pai olhou para frente e freou bruscamente para não bater na mulher.
            “Sinto muito por isso, mas é necessário.” – disse/pensou Floor.
            _Lentää! Kohon! (Voe! Flutue!)
Minha mãe me olhou e tentou ir para trás do veículo numa tentativa de me abraçar. O carro começou então a pegar fogo e entrei em choque.
Por alguns segundos o carro subiu e foi levado para a beira do abismo que havia ao lado da estrada. Entrei em desespero. “Me ajude, alguém nos ajude.”
O carro foi lançado ao abismo enquanto meus pais gritavam.
Senti a dor lacerante em minha cabeça, em meu corpo. Tudo estava mudando, estava queimando. Minha pele começou a se romper, minhas veias, minhas artérias, meu sangue. “Eu sou humano?”
Olhei para meus pais mais uma vez e disse: amo vocês.
E enquanto abraçava minha mãe, houve a explosão.
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Música que estava ouvindo ao escrever este post:

Northern Kings - Creep (Radiohead Cover)

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