sábado, 24 de novembro de 2012

Aniversário, trecho do meu livro e outras Coisas.

"Com a noite sentimentos surgem trazendo consigo uma falta de ar e apreensão. O frio entra pela janela a afaga o rosto, o vento assopra as lágrimas e um sorriso brota nos lábios com a lembrança de dias melhores." Allan Jx

        Bem, amanhã é meu aniversário e nada melhor que a velha amiga depressão para ajudar a passar a véspera (e o dia) -n

     É estranho olhar e ver os dias passando, correndo, e ver lembranças acenando. De repente você percebe o ar se distorcendo, como a chama de uma vela se dobrando com a passagem do vento. Pensando assim, é uma alusão da realidade, tudo é real se você acreditar na força do pensamento. 
     Não estou fazendo muito sentido com as palavras, eu sei. Mas quem me conhece sabe que dificilmente faço muito sentido e que gosto pra caramba de escrever coisas sem um significado aparente. (Deve ser por isso que divago entre um assunto e outro com a mesma facilidade que um pássaro muda de galho, numa árvore qualquer [um assunto qualquer]).

Que seja. Amanhã é meu aniversário e estou ficando mais velho (mais maduro, quem sabe? /assovia).
Deixo para quem quiser ler, um trecho. Um pequeno trecho do meu livro.

“A chuva cai, o céu chora com o chamado. Você ignora, mantêm consigo a segunda chave, seu coração. O terceiro surge, ele é feito de fogo. Do fogo que queima nas areias do deserto, no interior da floresta. Você mantém algo muito importante e em troca se perde em meio ao caos. Resta a labuta, quebre as correntes e decida se vale a pena viver num mundo onde seu maior tesouro já não existe mais.” - O futuro não pode ser alterado


Ok, dois trechos hahahaha




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Soube quando eles chegaram. Estava fora do meu corpo, próximo da porta e Clarissa sorriu ao passar por mim. “Ela me viu?” 

Acordei de madrugada às 6 horas para correr e fazer exercícios. Precisava me manter em forma. Havia chovido muito e a neblina era intensa. 

“Ótimo, vai facilitar meu trabalho.” 

Tomei banho em água gelada, vesti uma calça cinza leve e um casaco, ambos da cor da neblina. Calcei meu all’star e fui até a cozinha, onde peguei uma maçã. Rodeei a casa e fui até as caixas de ferramentas do jardineiro. Depois de pegar o que eu precisava comecei a correr pela avenida central. 

A medida que chegava na parte sul da cidade a neblina ficava mais densa, cúmplice, forcei minha mente a vagar aos arredores para saber se estava sendo seguido e, depois de ficar satisfeito, continuei a correr. 

O bosque marcava todo o leste da cidade, mas ao sul havia um rio que fazia com que a mata se aproximasse e adentrasse no bairro. Nessa região tinha um parque e a água corria de oeste para leste, parando num lago e saindo do outro lado do muro construído com o intuito de evitar a entrada de animais perigosos que colocasse em risco a segurança da população. 

Abaixo do muro, no rio, tinha uma grade. Minha intenção era descobrir se havia como passar uma pessoa por essa grade. Cheguei à beira do lago e mergulhei, indo em direção ao muro. A grade era forte e com poucas brechas. 

“Droga, essa ferramenta não serve de nada aqui.” 

Saí da água e olhei ao redor. Não havia ninguém. Flutuei até o outro lado do muro, na floresta e procurei uma árvore de troncos fortes. Levantei as mãos em uma saudação e com toda a força do pensamento comecei a trabalhar. 

“Ó senhora da floresta, perdão pelo que irei fazer. A dor que sinto por machucar um dos seus não pode pagar o pecado que será cometido, porém, prometo me redimir assim que possível e aceitarei seu castigo.” 

Uma árvore de troncos poderosos se quebrou com meu poder e foi guiada até a grade. O tronco se chocou com as barras de ferro e abriu espaço, ficando preso. Satisfeito com o serviço adentrei o bosque, indo em direção à figueira ancestral.
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Música que estava ouvindo ao editar esse post:

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