Meia noite e sete e já se
foi um dia triste. Fica lá angustia, fica lá no ontem.
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É assim que é o dia, cada
dia mais fraco, cada dia mais cinza. São tantas as coisas para se pensar e
dizer e fazer e mover e tecer. Sem vírgulas, sim, sim, sim. Como fazer com a
aranha que trabalha de noite, como parar com a teia que te enrola e faz sua
mente se. Bem, se enrolar?
O Mundo precisa de mais
amor, você precisa de paz, ele precisa de sorte, aquele ali necessita de
compreensão. É por isso que o mundo não tem tempo para mais nada.
A força se esvai daqueles
olhos azuis. Mas seus olhos são verdes e os meus serão cinzas, quando eu me for. Aquele olhar
transborda transparência. Não me olhe, por favor, não me veja. Não posso
contemplar sua face, não possuo a força para sustentar minhas palavras.
Não posso lhe negar seus
desejos. Não posso me abster da dor. Sou seu, me destrua por dentro e eu farei
o meu melhor pra que esse sorriso falso perpetue em meu rosto.
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É assim, que passo o meu
dia. Fugindo do seu olhar, preso em pensamentos, lutando por liberdade,
sentindo prazer na escravidão. Lutando e se agarrando à dor, pois a dor é a
única coisa que me faz sentir que apesar de já não estar aqui eu sempre saberei
onde te encontrar.
Escrevo-lhe, pela última vez, como em todas as outras vezes. Suplico-lhe que me abstenha da solidão, me encontro no mesmo lugar de sempre, no lugar onde as ondas do mar desmancharam meu castelo de areia e derribaram os esteios do meu coração.
~ uma leve brisa afaga o rosto e muda o curso da lágrima ~
Música que estava ouvindo ao escrever e editar esse post:
Birdy - People Help The People
~ a le AllanCampos #greyday
*tradução do título: Um coração de um inverno de cinco anos





