Bem, como eu não sabia mesmo o que escrever no meu blog, resolvi falar sobre um projeto antigo que acho que não foi aprovado ainda.
“Depois da restrição quanto à combinação bebidas alcoólicas e direção, agora a Anvisa analisará uma proposta que inclui um selo de alerta nas caixas de alguns medicamentos que causam sonolência. A idéia do selo “proibido dirigir” da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), em parceria com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, tem o objetivo de alertar os motoristas sobre os riscos de assumir a direção de veículos após a ingestão desses medicamentos. Na lista, estão analgésicos, antidepressivos, estimulantes, anticonvulsivos e outros.” Notícia extraído do site do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, disponível em: <http://www.crfsp.org.br/noticias/309-medicamentos-podem-ganhar-selo-qproibido-dirigirq.html>
Já de cara vou dizer que sou contra, apesar de ter lado positivo e negativo. As caixas de medicamento já possuem informações como: “Possui Amarelo de Tartrazina”, “Agite antes de usar” e outras informações importantes. Acho desnecessário colocar uma informação dizendo ser PROIBIDO dirigir. Muitos pacientes têm dificuldade em manter um tratamento adequado e sem abandoná-lo pela metade. Com essa proibição só fará com que essas pessoas parem com o uso e assim acarrete problemas maiores.
Não estou dizendo para a pessoa beber o medicamento e dirigir “grogue”. Estou dizendo que medicamento não é bebida alcoólica e que medidas podem ser tomadas, como a conscientização do paciente por parte do médico, o horário do uso do medicamento. Em outro site, diz o seguinte:
“A proposta de criação do selo “proibido dirigir” para medicamentos psicotrópicos está causando apreensão em usuários da medicação e médicos por considerarem a medida discriminatória. O psiquiatra Luiz Fernando Pedroso, do Espaço Holos, vai mais longe ao afirmar que o que produz acidentes não são medicações e bebidas, mas a irresponsabilidade e a própria loucura das pessoas.” Disponível em: <http://www.febrafar.com.br/index.php?cat_id=5&pag_id=5842>
Além do mais, o mesmo medicamento pode agir de forma diferente de pessoa a pessoa. Podendo uns terem sono e outros não sentirem nada.
Mas vamos ao lado positivo desse projeto:
1º - As indústrias irão investir mais na pesquisa de medicamentos que possuam a menor quantidade e intensidade de efeitos colaterais;
2º - Os preguiçosos não precisarão ler a bula para saber, ao menos, que esse medicamento pode (não significa que irá) induzir à sonolência;
3º - Talvez as autoridades passem a monitorar melhor não só o uso desses medicamentos (aliás poderão investigar a venda proibida ou medicamentos falsificados), mas o uso de bebidas e outras drogas.
A lei seca, que começou tão bem em São Paulo, com quatro meses de duração se tornou algo banal e hoje parece que tudo voltou ao “normal”.
Uma dica: leia a bula do medicamento que você ingere e se auto-conscientize.
Ingerir medicamentos sem prescrição médica é errado, e sinto pena dos farmacêuticos que vendem medicamento sem prescrição, com uma simples ânsia por vender e lucrar. Drogaria e Farmácia é um estabelecimento de saúde!

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